ENTENDA O MEDO DA ESCASSEZ..UNDERSTADING FEAR OF SCARCITY

.... Um dos aspectos principais do medo é a escassez. O medo é uma matriz bastante complexa que contém muitos agregados psicológicos, e o medo da escassez é um dos seus pilares. Ele gera a insegurança que alimenta a ideia de que você é um eu separado.

Em verdade, o medo da escassez é somente um sintoma que mostra que você não está alinhado com o dharma, com o seu lugar no mundo. Quando existe o alinhamento, o que significa colocar os seus talentos e dons a serviço do amor e do Divino, você não tem medo. Se você tem medo é porque, nesta área da sua vida que é a profissão, o eu inferior ainda está no comando. Ainda existe uma programação karmica que não foi integrada. Tudo indica que ainda existem sentimentos suprimidos e imagens que não permitem que a vida flua nesta área.

 

 “Se você tem medo é porque, nesta área da sua vida que é a profissão, o eu inferior ainda está no comando.”

 

Existe outra área, que muitas vezes é consequência da área profissional: a financeira. Elas são áreas diferentes e, às vezes, você até já está no caminho certo e está colocando os seus talentos a serviço do Supremo, mas ainda existem bloqueios na área financeira que te fazem acreditar no medo da escassez.

Nesse caso, imagens e sentimentos negados estão impedindo que você se harmonize com o fluxo da prosperidade e da abundância, que também são atributos divinos. Você é um herdeiro das glórias eternas e o tesouro universal é seu, mas, devido a estes bloqueios, você trava o fluxo da prosperidade e experimenta esse sintoma tão amargo e sofrido que é o medo da escassez, que nada mais é do que uma forma de autopunição. Existe um sentimento interno de não merecimento e o medo da escassez é uma forma de se castigar.

Por isso eu digo que, se você investigar, perceberá que esse medo é somente um sintoma da sua separação de Deus. E, dentro desse seu mundo particular, você está tentando se machucar para chamar a atenção de alguém. É uma forma de protesto.

Eu estou falando de algo muito profundo. Neste hiato que se configura, são criadas muitas outras interferências entre elas as interferências sociais, políticas e uma série de outras formas externas. Mas, devemos nos conscientizar da porta que abrimos para que estas influências externas dificultem ainda mais essa nossa tendência. A porta que se abre, é justamente o que eu chamo de isolamento.

 

 “Mas, devemos nos conscientizar da porta que abrimos para que estas influências externas dificultem ainda mais essa nossa tendência.”

 

É você separado de Deus, sozinho nesse mundo criado a partir dos seus traumas, que faz com que veja o dinheiro como um inimigo ou um perigo. Ou então, você dá ao dinheiro um valor emocional que não tem nada a ver com ele. Isto precisa ser bem compreendido.

O dinheiro é um tremendo poder. Se você o respeita, ele pode facilitar a sua jornada neste plano terreno. Se você não o respeita, ele pode destruí-lo. Respeitá-lo significa dar a ele o seu devido lugar: ele é um instrumento neutro, que deve estar a serviço do amor; a serviço do coração. É necessário investigar se nessa área da sua vida (a área financeira), existe um alinhamento com a corrente de afirmação; se existe um sentimento de merecimento.

Essa corrente de afirmação – esse sim – promove a união com o Divino, dissipa o medo da escassez e toda a sensação de fracasso. A união com o Divino significa deixá-lo atuar através de você, mas para isso acontecer, se faz necessário sair da frente. Se você está na frente, querendo fazer do seu jeito, vale a pena tomar consciência do motivo disso estar acontecendo.

Por que você insiste tanto que as coisas sejam do seu jeito?  Você está brigando com quem? Vá olhar para os seus condicionamentos, liberar os sentimentos guardados, dissolver imagens de dor, acertar as contas do passado… Só fazendo esse mergulho em seu mundo interno será possível sair da frente e deixar Deus agir através de você. Aí não existirá mais medo. Se Deus está aqui e o amor está fluindo do seu coração, não há espaço para o medo.

Outro aspecto importante é que a avareza nasce do medo da escassez.  É o medo que faz com que você tenha que criar uma trincheira para se esconder atrás. Você precisa acumular e possuir para poder se proteger. Você aprendeu que ter dá segurança, mas isso é uma crença. Existe uma imagem congelada no seu sistema que determina isso e é justamente essa crença que impede que a prosperidade e a abundância possam se manifestar no seu canal. A prosperidade é uma frequência divina que, como toda a frequência de energia, precisa circular.

Se você tentar segurar as coisas materiais, é o mesmo que estar segurando maya, a ilusão. Nesse caminho, você passa a vida sustentando a identificação com o falso eu, com a ideia de separação e consequentemente, acaba se frustrando e sofrendo repetidas vezes.

Pode parecer um paradoxo, mas a verdade é que somente quando você se liberta do medo da pobreza é que pode verdadeiramente se afinar com os códigos divinos da prosperidade e da abundância. Assim é.

Reflita sobre isso.

Sri Prem Baba, Líder Humanitário e Mestre Espiritual fundador do Movimento Awaken Love
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Scarcity is one of the main aspects of fear. Fear is a fairly complex matrix, which holds within it many dense psychological points, and the fear of scarcity is one of its main pillars of support. This creates the sense of insecurity that feeds the idea that you are a separate self.

In truth, the fear of scarcity is only a symptom that shows us we are not aligned with dharma—our place in the world. When there is alignment, meaning we are able to put your gifts and talents in service of love and of the Divine, we cease to have this fear. If you find that you have fear in a certain area of your life, such as your profession, it signifies that the lower self is still in command. So there is still a karmic program that has not yet been integrated; there are still some suppressed feelings and images that prevent your life from flowing in that particular area.

And then there is another area—one that, oftentimes, is deeply related to dharma or profession. This area is finances. Note that dharma and finances are actually different areas of life; in fact, sometimes, we can actually be on the right path, putting our gifts and talents in service of the Supreme, but there are still blockages in the financial area that lead us to believe in the fear of scarcity.

 

“If you find that you have fear in a certain area of your life, such as your profession, it signifies that the lower self is still in command.”

 

This is a contradiction at the soul level.

In these cases, denied images and feelings impede us from harmonizing with the flow of prosperity and abundance, which are, themselves, divine attributes. We are an heir to the eternal glories, and the universal treasure is ours—yet, due to the effects of these blockages, we lose hold of the flow of prosperity.

We get a taste of this deeply bitter symptom, steeped in suffering: the fear of scarcity. This is, in fact, nothing more than a form of self-punishment. If there is a feeling of undeserving inside of us, the fear of scarcity arises as a way we can punish ourselves.

This is why I say that when we investigate, we see that this fear is only a symptom of our separation from God. Each of us, in our own little worlds, try to hurt ourselves in order to catch someone’s attention. It’s a form of protest.

I am presenting an idea that is really deep here. In the chasm that forms between us and God, many other impediments are created—on the social level, the political level and a series of other external levels. So we must become aware of the door that we open, because these external influences can make our tendencies even more extreme. The door that I refer to here is the one called “isolation.”

We are the ones who have separated from God, all alone in these little worlds we constructed from our traumas, which makes us see money as either an enemy or a friend. In other words, we give money an emotional value that just doesn’t have anything to do with money itself. This needs to be well understood.

Money is a tremendous power. If we respect it, it can facilitate the journey on this earthly plane. If we don’t respect it, it can destroy our journey, too. Respecting it means understanding its place in the scheme of things: money is a neutral energy that should be put in service of love, in service of the heart.

 

“There is an image frozen in our system that determines this, and it is precisely this belief that impedes prosperity and abundance from manifesting themselves in your sphere. “

 

It is necessary to investigate the financial area of our lives, because there is an alignment with the current of affirmation; there is a feeling of belonging. This affirmative current—this YES—promotes union with the Divine, dissipating the fear of scarcity and releasing all feelings of weakness.

Union with the Divine means letting the Divine act through us, but for this to happen, we have to get out of the way. If we’re blocking the path, just wanting to do things our way, we must become aware of our motivation for doing so.

Why do we always insist that things go our way? With whom are we fighting? We need to look at our conditionings, free the stuck feelings, dissolve these images of pain, and set right our accounts with the past—because it is only by diving deeply into our internal world that we’ll eventually be able to get out of the way and let God act through us. And then there will be no more fear. If God is here and love is flowing in our hearts, there’s just no room for it.

Another important aspect to consider is that greed is born of the fear of scarcity. This fear makes us create a foxhole—and then hide in it. When this fear is active, we need to accumulate and possess things in order to protect ourselves. We have learned that havingbrings us security, but this is just a belief. There is an image frozen in our system that determines this, and it is precisely this belief that impedes prosperity and abundance from manifesting themselves in your sphere.

Prosperity is a divine frequency that, like all frequencies of energy, need to circulate. When we try to hold onto material things, it’s the same as holding onto maya, or illusion. If we take this path of holding on, we live our lives sustaining the identification with the false self—with the idea of separation. As a consequence, we end up getting frustrated and suffering again and again.

It may seem like a paradox, but in truth, only when we free ourselves from the fear of poverty can we truly tune ourselves to the divine codes of prosperity and abundance. This is the truth. Reflect upon it.

Sri Prem Baba
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